quinta-feira, 4 de junho de 2015

♔ .A Herdeira. ♔

Para quem não chegou a ler oque a princípio deveria de ser uma trilogia de Kiera Cass e não suporta spoilers, é melhor não ler essa publicação!



----------------------------------

A Herdeira conta a história da primeira princesa a ter sua própria Seleção, que por sua vez é o fruto de nosso glorioso e invicto, (perdoem-me Aspericas) ship Maxerica. Do fundo do meu negro coração, eu juro que estou no mesmo barco que vocês, porém, é de uma armada bem diferente.

Eu estava realmente ansiosa pela continuação, assim como minha prima mais velha que havia devorado todos os livros e descobriu, antes de mim, que estou nesse ramo literário há quase UM ANO, sobre a adaptação cinematográfica da trilogia.

Gostei?

Ummm... mais ou menos. A ansiedade e a razão ainda estão lutando.

A principal tem jeito de vilão e talvez tenha sido por isso que gostei dela (não me julgue, assista OUAT e compreenda). Já nas primeiras páginas você consegue perceber o quão diferentes são mãe e filha: Eadlyn é independente, confiante e meio metida, além de não passar quase metade do livro pedindo TEMPO, arrgh!

Como filha mais velha, gêmea e Herdeira do trono por conta de sete minutos, ela foi treinada desde pequena para assumir o ofício de Maxon.


"Por ínfimos sete minutos cheguei ao mundo antes do meu irmão, Ahren, e o trono que deveria ser dele passou a ser meu. Se eu tivesse nascido uma geração antes, esse detalhe não teria feito diferença. Ahren era homem; Ahren seria o herdeiro.
Ora, minha mãe e meu pai não suportariam ver sua primogênita perder o título por causa de um inoportuno, ainda que agradável, par de peitos. Então eles mudaram a lei, e o povo se alegrou, e fui preparada dia após dia para me tornar a próxima governante de Illéa."

O bom é que não fica só no romance, naquela disputa pela atenção, no lenga-lenga, apesar de essas partes não serem tão profundas, impedidas pelo objetivo da personagem que é levado tão á sério pela autora que o livro acaba se tornando um pouco...  vazio. Não posso mentir e dizer que AMO a forma como Kiera escreve, e sim eu implico bastante com isso, ela não trás muito sentimento, parágrafos e mais parágrafos refletindo consigo mesma. Não, o leitor tem de ver através das cenas e se contentar com as poucas palavras profundas que ela usa para tentar descrever-los.

O livro também aborda um pouco dos problemas políticos e sociais do momento. SIM AS CASTAS FORAM QUEBRADAS, GRAÇAS AOS DEUSES! Mas nada nunca está bom, e a descriminação aumentou. Antigos-2 não querem que Antigos-4 morem na mesma rua, dono de restaurante não promove funcionário, funcionário ateia fogo na conveniência alegando ser por conta das antigas castas e 'et cetera, et cetera, et cetera'.

Para tentar distrair acalmar o povo, Maxon e America fazem a proposta á Eadlyn de realizar uma Seleção enquanto planejam algo. Se ela aceita? Sim.

Mentira, ela fica louca da vida. Eadlyn acredita que não precisa de um marido que fique mandando nela (nisso eu concordo). Nenhuma pessoa é mais poderosa que ela. Logo, aí está nossa pequena Rainha de Grimhilde:

"Olhei para meu espelho e disse para meu reflexo:
- Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa - prossegui - é tão poderosa quanto você."

Cheguei até a imaginar ela vestida de preto com ar de superioridade...
Emfim. Ela aceita, com algumas exceções, e dá ao pai três meses para resolver tudo enquanto sorri para o povo através das câmeras e põe em prática seu intento de ser tão fria e indiferente que fará com que os 35 pretendentes saiam por vontade própria. 

Como a história é contada em primeira pessoa, Eadlyn também chega a explicar oque aconteceu com alguns personagens. Entre eles, Marlee e Carter Woodwork. (como eu ansiei por esse momento!)

ESSA foi a minha parte predileta. Marlee e Carte Woodwork vivem no palácio (acho que Aspen e Lucy também) e tem dois filhos: Kile de dezoito e Josie de quinze. Josie é metida e age como se ela fosse a herdeira do trono. Kile é desligado da vida e sonha em viver fora do castelo, ir viajar e fazer a própria vida. Ambos não se dão bem com Eadlyn, ou é ela que não se dá bem com eles. Lucy e Aspen não tem filhos e no decorrer do livro percebemos o quanto desejam uma criança e suas fracassadas tentativas. Para quem se lembra da May (eu não) ela acaba por se tornar uma tia solteirona que viaja pra caramba, do tipo que muito filme por aí aborda.

Vai passando o tempo, os Selecionados são escolhidos e por grande azar, dependendo de quem shippa, Kile é escolhido. AO VIVO NO JORNAL OFICIAL DE ILLÉA.


Era óbvio que eles iam ficar juntos e tal, tanto que ela beija ele pra dar um pouco de 'romance' e distrair o povo, os dois se conhecem melhor e blá, blá, blá. Parabéns Kiera, mais um clichê.


Há em especial, Henri, um norueguês que não demonstra qualquer experiência linguística americana e precisa de um tradutor, Eikko. Vai passando o tempo e é só lá no finalzinho que Eadlyn começa a interagir com Eikko.(E os shipper's vão á loucura!).


O resto do livro não importa fica a mesma papagaiada até que, America quase morre. Sim. Ela. Quase. Morre.


E com certeza eu quase vou junto porque tenho a maldita mania de ler a última página antes mesmo de chegar nos 25% do livro. Eu pensando que ela morria enquanto, na verdade, estava tendo um infarte depois de saber que seu filho mais velho fugira e se casara com a amada, Camille...


OS IRMÃOS! OS IRMÃOS! EU QUASE ME ESQUECI!

Osten tem dez anos e só se mete em confusão. Ahren, o gêmeo de Eadlyn, é apaixonado pela herdeira francesa, Camille, com quem se casa no final.

Tem comemoração?

Não.

Kaden por sua vez, aos catorze anos, demonstra ser um líder mais bem preparado que a própria irmã. Tem carácter, é bom, não é mimado, garoto correto e vê muito além, ao contrário de Eadlyn que tranca-se em seu quarto desenhando e colorindo em um caderninho secreto.


Como se vestidos de cetim fossem acabar com os problemas de seu país...


Encontrei uma ótima crítica no Skoob da Vanessa Machado que transparece todos os sentimentos que não pude expressar pela ansiosidade, acessem o link abaixo e aproveitem!

http://www.skoob.com.br/estante/resenhas/385293/page:1

Selecionados preferidos (em ordem):
Eikko (mesmo não sendo selecionado), Hale e Henri. 
Nível de esquecimento: 
65%
Atmosfera:
Temperatura fria como a de uma sala de espera do dentista sob o gélido ar condicionado causando ansiosidade. Efeito Nashville/Aden. Bege e creme como cores principais.
Nota (daria duas coroas mas estou cansada de editar foto):